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amor, Londres, DST e jovens

19/11/2016
Então, ando vendo séries muito pesadas, sabe? The Crown, Black Mirror, HTAWM... Eu adoro dramas ~intensos~ mas ultimamente, talvez por causa de vestibular e questões existenciais™, tudo que quero é uma dose açucarada de alienação em formato de serizinha de 30 minutos do netflix e se for pra escolher, com personagens carismáticos e plots que envolvam amor romântico. É pra isso que pago minhas contas, sabe?  E Lovesick, a série que venho recomendar a suas senhorias, é exatamente isso, com bônus de se passar em Londres, com personagens modernetes e  humor às vezes bobinho mas cheio de irreverência. Aff, como falta irreverência nesse mundo. 

 


A história é focada em Dylan, esteriótipo do normal guy que se apaixona 45652 vezes e sempre acha que a moça em questão é a The One. Acontece que Dylan descobre que tem clamídia (uma DST) e por isso, precisa contactar todas as mulheres com quem transou nos últimos seis anos. Ao lado dele, seus roomies Evie e Luke. Há uma trama central, mas cada episódio é focado no relacionamento de Dylan com uma das moças da sua lista, o que cria um ritmo bem rápido e divertidinho. Diferente do que se pode esperar de uma série que se sustenta numa DST, a vida sexual agitada dos personagens não é condenada em nenhum momento, o que acho legal notar. Mesmo assim, não leve muito a sério e não se assuste com alguns furinhos, principalmente na segunda temporada.

Não sei direito sobre o históricos de produção da série, mas depois de pesquisas, me parece que ela foi lançada originalmente no UK como Scrotal Recall (ASDFGHJHS), mas o netflix optou pelo menos ofensivo Lovesick e foram eles que produziram a segunda temporada. Acho que Netflix deu uma decepcionadinha e entregou uma temporada menos envolvente que a primeira. Talvez o erro esteve em tentar enfiar e desenvolver alguns plots secundários que precisavam de mais espaço que os meros oito episódios poderiam oferecer, deixando certas coisinhas no ar (o Angus não tava interessando na alemã??? da fuck com a stripper??? Questões do Luke 100% ignoradas??? afinal com o que que a Evie trabalha????

Mas voltando as coisas boas. Como falei, a série é bem curtinha, são 14 episódios ao todo, com mais ou menos 30 minutos cada. Dá pra ver no intervalo do almoço, gente. Não existe argumento maior do que risadas + romance em menos de 30 minutos. Além disso, os personagens são carismáticos. Até o Dylan, que parece ser péssimo, achei bem simpático. O trio principal faz as vibes do Millennium hipster que em séries tem apartamentos incríveis mas que na vida real com certeza não teria dinheiro para pagar. Ganham pontos por não serem de Nova York. Outra coisa que gostei é que há uma certa construção até o interesse romântico que a série propõe pro Dylan. Difícil falar sem soltar spoilers, mas se você acha que esse casal não tem nada a ver, eventualmente a trama te leva a querer muito que eles se peguem logo. 




três links pra entender o que tá acontecendo

13/11/2016
Acordei no dia 9 de novembro e parece que esse dia ainda não acabou. To esperando meu twitter avisar que a eleição do um Homem Rico Branco racista, sexista, valentão e feio como o Donald Trump foi uma piada de mal gosto, algo pra promover algum filme apocalíptico. São Paulo elegeu uma caricatura de Homem Rico, o Rio escolheu um Bispo evangélico e homofóbico. Brexit, Colômbia... Quantos reacionários conservadores anti-globalização viram? Espero que no futuro eu leia isso e dê risada, lembrando como exagerei e que todas as conquistas dos anos recentes continuam firmes, fortes e progressistas. Por enquanto, odeio citar Amélie, mas: les temps sont durs pour les rêveurs.
  • My Post-Election Thoughts: vídeo-textão do sempre querido e genial, John Green. John coloca uma questão muito clara e que muito incomoda: nós não conversamos com o "outro lado" e o outro lado não conversa com "nós". Ele diz: é inimaginável pra mim porque alguém apoiaria Trump assim como é inimaginável a apoiadores de Trump porque eu apoiaria Hillary Clinton. Algo pra pensar. 
  • The Fragility of Good Government: não sei o que pensar desse vídeo do School of Life. Só sei que é genial.  
  • Buffett after Trump: entrevista com Warren Buffett, bilionário americano bem ativo na campanha da Hillary. Não vale a pena assistir tudo se você (como eu) não é americano, mas ele fala sobre como o governo trump pode ser, o que esperar dos próximos anos, e que isso provavelmente não é o fim do sistema democrático igual a gente conhece.

o meu desktop

28/08/2016

(arte perdida encontrada no weheartit) (se você souber o artista, avisa pra nóis)


(cactus são o mais legal dessa onda minimalista-escandinava-preto-branco-madeira-verdinho)



(quase todas essas fotos são desse post do ideia fixa, uma coleção de grande fotografias não muito conhecidas. Essa é Kath Switzer, primeira mulher a correr a maratona de Boston, com uns caras babacas tentando a impedir.) 



(Tenho uma leve obsessão com fotografias de mãos. Será que começou com El Pintor, do Interpol ou com a Capela Sistina?)


(O Beijo, do Matissê. Gosto pra caralho desse quadro)


(Tesla trabalhando no laboratório dele. Que homem hein)


(Van Gogh porque ninguém é de ferro)

BONS LUGARES PARA ENCONTRAR WALLPAPERS BONITNHOS

kuvva • simple desktop • curadoria do teoria criativa • design love fest • piper wiston • pinterest

filminhos

14/07/2016
Eu faço duas coisas nas férias: dormir e ver filmes. Nos ultimos dias mantive uma média de 9,5 horas de sono (!!!!!) (deve ter algo de errado comigo) e 2 filmes por dia, além de algumas serizinhas. Vim aqui pra resenhar alguns dos filmes recém assistidos

THE DANISH GIRL

TOM HOOPER ▪ 2016 ▪ ★★★


Esse filme é sobre o primeiro transexual que se submeteu a cirurgia de mudança de sexo, então vocês devem lembrar da polêmica e do fuzuê no começo do ano, quando ele foi lançado. Eu tinha baixado pra ver antes do Oscar mas por motivos desconhecidos preguiça, fui deixando pra depois e já era julho e eu não tinha visto ainda. Como um bom filme do Tom Hooper, A Garota Dinamarquesa é estilo oscar: história comovente, narrativa um pouco lenta, baseada em fatos reais. Não vou mentir, gostei sim, mas só gostei mesmo. Não me deu grandes emoções, gostei do Eddie e principalmente da Alicia Vikander (queria que fossemos amigas). Nada mais a declarar. 

THE DARJEELING LIMITED

WES ANDERSON ▪ 2007  ★★★★


Será meu filme favorito do sr. Wes Anderson???? Além dos cenários ótimos, atores queridos (Adrien Brody fã clube™) e diálogos fantásticos, eu adorei a história e a temática desse filme. É assim: três irmãos se encontram na Índia depois da morte de seu pai para um ~~~jornada espiritual~~~ tomando como ponto de partida este trem, o Darjeeling Limited. Me interesso muito por essa questão do desconcerto de nós, pessoinhas modernas, com o espírito e o luto e gostei bastante da forma que Wes conduz a história. De qualquer forma, já vale a pena só de saber que ele foi REALMENTE gravado num trem na Índia. Tipo, realmente. Imagina que trabalho deve ter dado. Recomendo também esse video de análise e o curta prólogo dos acontecimentos do longa, que não vi ainda, mas tá na lista. 


JESSE AND CELESTE FOREVER

LEE TOLAND KRIEGER ▪ 2012 ▪ ★★★
não achei foto do título, sorry

Esse filme foi chato. Cada vez mais considero o gênero "comédia-romantica-diferentona" um dos meus favoritos mas Jesse e Celeste não me convenceu. A história é o seguinte: o casal do título foi casado por seis anos, se separou e tenta continuar amigos. Seria ok se os personagens não fossem tão chatos. A Celeste é clichê, o Jesse não parece o tipo de pessoa que eu gostaria de ser amiga e o roteiro, apesar de ser muito verossimilhante e condizente com a proposta não me emocionou quando devia. E eu adorei a participação da Emma Roberts.
Ana Girassol
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